No edital do leilão
- O edital sai antes do leilão acontecer
- Traz o bem, o lance mínimo e as regras
- Nessa hora ainda não existe comprador, então não tem nome de arrematante ali
- Quem para nesse documento conclui que a ideia não funciona
Vocês trouxeram a ideia do banco de arrematantes. Fui atrás de quatro coisas: se o dado é mesmo público, quanto custa pegar, quantos saem por mês e o que a lei permite fazer com eles. Achei mais do que esperava numa parte e bem menos em outra. Está tudo aqui, sem enfeite.
E o detalhe de onde ele está muda tudo, porque quase todo mundo procura no lugar errado.
Achei a fonte oficial e já conectei nela pra confirmar que funciona.
Existem empresas que cobram de R$ 800 a R$ 2.000 por mês pra vasculhar diário no seu lugar. Como dá pra ir direto na fonte oficial, esse custo simplesmente não existe aqui. Sobra só a infraestrutura, que a Altavance já opera.
Essa é a pergunta que decide se existe negócio, e a resposta surpreende.
É fácil calcular o tamanho de um negócio assim de trás pra frente: imaginar um preço, imaginar quantos clientes, multiplicar. Só que isso não diz nada se não souber a coisa mais básica, que é quantos arrematantes realmente aparecem por mês em cada estado. Então eu fui contar, numa janela de sete dias:
| Tribunal | Publicações medidas em 7 dias |
Publicações por mês projeção |
Quantas viram lead arrematante com nome |
|---|---|---|---|
| São Paulo | 2.238 | ~9.600 | a medir |
| Paraná | 797 | ~3.400 | a medir |
| Minas Gerais | 389 | ~1.670 | a medir |
| Rio Grande do Sul | 73 | ~313 | a medir |
| Goiás | 10 | ~43 | a medir |
Os 9.600 de São Paulo são publicações no diário que citam arrematação, contadas por mim. Não é quantidade de clientes em potencial e muito menos faturamento.
Boa parte dessas publicações é edital de pré-leilão e intimação, documentos que não trazem comprador nenhum. Só uma parte é auto de arrematação com nome de arrematante, que é o que interessa.
Quanto dessa massa vira lead de verdade, eu ainda não sei, e não dá pra descobrir sem ler os textos um a um. É exatamente o que a primeira lista manual vai revelar, e é por isso que ela vem antes de qualquer outra coisa. Prefiro deixar a lacuna à mostra a preencher com chute.
São Paulo sozinho tem 220 vezes o volume de Goiás. Fora de São Paulo, Paraná e Minas, não existe registro suficiente pra sustentar uma entrega semanal, muito menos uma assinatura mensal.
Na prática: não dá pra vender Goiás pra ninguém, porque não tem o que entregar lá. Um produto que só existe em três praças é um negócio de nicho, não uma plataforma nacional. Isso não impede de existir, mas define o tamanho da conversa desde agora.
Nenhuma delas é opinião minha. As duas estão em lei e valem pra nós três.
O Estatuto da Advocacia, artigo 34, inciso IV, diz que angariar ou captar causas, com ou sem auxílio de terceiros, é infração disciplinar. A pena vai de censura até suspensão.
Aquele "com auxílio de terceiros" descreve exatamente o que a gente estaria vendendo. E ficou uma dúvida que eu não consigo responder sozinho: a assessoria de regularização precisa entrar com imissão na posse, que é ato processual e exige advogado. Então ou ela tem advogado atrás, e a regra pega igual, ou ela está fazendo algo que também tem problema. Vocês sabem isso melhor que eu, e é a primeira coisa que eu perguntaria numa dessas conversas.
O dado do processo é público para cumprir a publicidade dos atos judiciais, não para virar base de prospecção. Usar para outra coisa tem nome na lei: desvio de finalidade. A ANPD já multou empresa por comercializar telefone de pessoa física sem base legal.
Aqui entra o detalhe da seção 01. O risco muda de tamanho conforme o que a gente entrega. Repassar o que já está publicado no diário é uma coisa. Comprar telefone de fornecedor de dados e vender pra alguém ligar é outra, bem mais pesada, e é justamente esse segundo caso que já foi punido. Essa diferença é o que torna o teste abaixo possível sem expor ninguém.
Três passos, duas semanas, e nenhum dos três custa dinheiro ou cria risco.
Tem uma pergunta que nenhuma pesquisa responde: essas assessorias pagam por isso? Não adianta eu construir sistema pra descobrir depois. Dá pra saber antes, na mão, e sem tocar na parte sensível.
O contato que saiu da Valero e mais dois. Isso vem antes de qualquer coisa técnica, porque se as conversas não acontecem, o resto não faz sentido. Sem pressa e sem data marcada: quando rolar, a gente segue.
passo de vocêsSó São Paulo, porque é onde tem volume de verdade. Nome, número do processo, comarca e valor do arremate. Nada além do que já está publicado no diário, ou seja, sem comprar contato de ninguém.
meu passo · meio diaCinquenta reais, cem reais, o que fizer sentido. O valor não importa, o gesto importa. Pix antes de entregar.
momento da verdadeEssa é a parte que eu mais quero conversar com vocês.
Com os três números lado a lado, fica difícil ignorar uma coisa: vender lista é a fatia mais fina desse mercado. A assessoria compra um lead por R$ 70 e fecha um contrato de R$ 4.000. E o que ela mais quer, depois do primeiro, é fechar mais dez.
Fazer empresa fechar mais dez é o que eu faço todo dia, hoje para 35 clientes. Nesse desenho a lista deixa de ser o produto e vira a prova: entrego uma lista de graça, a assessoria fecha um caso real com ela, e aí a conversa deixa de ser sobre planilha e passa a ser sobre a operação de aquisição inteira.
Vendendo lista, vocês ficariam com parte de uma assinatura de algumas centenas de reais, num produto que existe em três estados e que qualquer um copia.
Levando a assessoria como cliente de serviço, cada uma que vocês apresentarem vira contrato mensal de milhares, com comissão recorrente enquanto durar. E as duas regras da seção 04 saem do caminho: sem vender dado pessoal, sem o problema da OAB. Vocês entram com a relação, que é o que têm de mais valioso, e não com exposição.
Vocês trouxeram a ideia pra mim, então é justo eu devolver o que realmente penso.
Resumo de tudo numa tabela só. Cada etapa só começa quando a anterior fecha, e nenhuma delas exige decidir a próxima.
| Etapa | O que vocês entram | O que eu entro | Custo | Situação |
|---|---|---|---|---|
| 1. Testar se alguém paga a etapa que a gente está |
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R$ 0 | Pode começar |
| 2. Entregar de forma recorrentese alguém pagou na etapa 1 |
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~R$ 150/mês | Depende da 1 |
| 3. Incluir telefone e emailsó se os clientes exigirem |
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Honorário de advogado |
Travada até a base legal |
| 4. Virar empresa de verdadesó se a 2 ou a 3 der certo |
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Contador e abertura |
Longe ainda |
Todo o resto da etapa 1 é comigo e já está pronto pra rodar. Nada de dinheiro, nada de contrato, nada de decisão de sociedade. Três conversas, no tempo de vocês, e a gente descobre junto se isso vira negócio.
Não precisa decidir modelo, sociedade nem divisão agora. Precisa de três conversas com gente que tem o problema, no tempo de vocês.
Eu levo a lista de São Paulo pronta, sem custo pra vocês, e a gente ouve junto o que essas três pessoas dizem. São elas que vão decidir se isso é lista, se é serviço, ou se não é nada.